quinta-feira, 17 de março de 2011

A CULTUAÇÃO DE RELÍQUIAS NA IDADE MÉDIA

 
Olá;
Na Europa medieval, a desinformação e a ignorância entre as pessoas extrapolava as camadas sociais. A formação escolar como conhecemos era para pouquíssimas pessoas que entravam na vida clerical, o que de certa forma explica a alta propagação das vendas de relíquias falsificadas. As relíquias eram cultuadas pelos cristãos desde os seus primeiros tempos. Eram objetos pessoais ou até mesmo partes do corpo de pessoas consideradas santas e de mártires que quando morriam eram (alguns ainda o são) guardadas para adoração nos relicários das igrejas. As pessoas mais abastadas, pagavam verdadeiras fortunas por essas relíquias com o pressuposto de estarem mais próximas dos santos de sua devoção, o que causou uma desenfreada “inflação” desse fraudulento comércio que vendiam, sem nenhuma garantia de autenticidade, objetos que seriam, por exemplo, desde a ossada de São Francisco de Assis, a coroa de espinhos usada por Jesus em seu calvário, ou a espada que pertencia a São Jorge.
Alguns cientistas afirmam que o famoso Sudário de Turim, que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo, seria uma dessas falsas relíquias que tanto circularam durante a Idade Média. Testes feitos no tecido no ano de 1988 usando a datação radiométrica por carbono-14, afirmaram que ele tem origem entre os séculos XIII e XIV. Há pedidos de mais testes com a relíquia para confirmar a datação da relíquia, mas até o momento o Vaticano as tem recusado.

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