quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CERIMÔNIA DE CASAMENTO: DO CONTRATO A OSTENTAÇÃO


Olá;
Durante muitos e muitos anos de nossa existência enquanto civilização, a instituição religiosa que chamamos comumente de Igreja, introduziu em nossos corações e mentes inúmeros costumes e ritos. Uma delas é a cerimônia do casamento, que diga-se, não é uma invenção da Igreja Católica, mas uma interessante reinvenção de um longo costume patriarcal que possuía um caráter mais político e econômico de estabilidade social do que romântico, pois servia como forma de criar aliados entre famílias e/ou unir patrimônios, já que o casamento em seus princípios era uma um ato de aquisição, onde o “noivo” comprava a mulher mediante um pagamento (depois denominado de dote, pratica usual no Brasil interiorano até recentemente).
O formato do casamento religioso, celebrado em sacramento e de vínculo indissolúvel como vemos nos dias atuais, deu inicio no ano 1000 quando o processo de evangelização cresceu e até o conceito usual de “amor” foi revisado (merece uma postagem á parte esse assunto) dentro da doutrina de fé cristã, com destaque para a obra de São Francisco de Assis e São Valentim. Os casamentos de interesse apesar de continuarem acontecendo normalmente, já ganhavam do clero na fase da contra-reforma, um discurso mais negativo e subversivo assim como contra a promiscuidade sexual em que com o ato religioso do casamento ela passava a ser “tolerada”, mediante para fins de procriação.
Nos atuais dias a cerimônia do casamento religioso de “véu e grinalda” é de tão forte simbolismo no imaginário, principalmente feminino, que se tornou uma lucrativa indústria de entretenimento em que noivos e famílias usam a cerimônia com fins de ostentar publicamente sua condição econômica e social ficando a liturgia sacramental em um plano inferior.

PS: Essa postagem é dedicada a Fernanda que vai casar no próximo sábado. Que ela seja muito feliz ao lado de seu marido!!

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