segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Olá;

Tive a oportunidade de assistir a história de uma senhora catadora de lixo que conseguiu entrar na universidade federal pelo hábito de guardar e ler os livros que achava no lixo. Isso me faz refletir que apesar de todas as mazelas que possuímos é no mérito do indivíduo que consiste a verdadeira transformação do meio coletivo, sendo os “pacotes de bondades” vindos do Distrito Federal meros paliativos com a sua eficácia carimbada com uma data de validade...

domingo, 24 de julho de 2011

1º FESTIVAL DE HISTÓRIA



Olá;
Recebi a notícia sobre a realização de um evento que torço muito para que faça sucesso, o "Festival de História", que ganhou a abreviação "fHist" e acontecerá na cidade de Diamantina em outubro.
Me parece que a idéia é fazer um evento de História ao estilo do bem sucedido "flip" (festival de literatura de Paraty), e é bastante louvável, pois é uma boa oportunidade de divulgarmos a nossa História com a qualidade acadêmica que temos, mas sem as excessivas formalidades do meio acadêmico, para isso temos o Simpósio Nacional de História, que aliás terminou no dia de hoje na USP em São Paulo.
Gostaria muito de ir, mas fico na expectativa de seu enorme sucesso para que ela possa vir a ser um evento anual. A História e o Brasil merecem.

domingo, 29 de maio de 2011

Ditadores na História

Olá;
O ano de 2011 está sendo um possível divisor de águas, onde ditaduras pessoais no Egito, Tunísia e em outros países árabes e asiáticos estão sofrendo sistemáticas contestações de boa parte da população. Enquanto acompanhamos o desenrolar dos fatos, ofereço a vocês mais uma montagem com uma galeria de alguns tiranos e ditadores que se destacaram na História universal e do Brasil. Torço para que todos no futuro sejam apenas fotos nos museus e a democracia seja predominante, apesar das suas contradições.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A CULTUAÇÃO DE RELÍQUIAS NA IDADE MÉDIA

 
Olá;
Na Europa medieval, a desinformação e a ignorância entre as pessoas extrapolava as camadas sociais. A formação escolar como conhecemos era para pouquíssimas pessoas que entravam na vida clerical, o que de certa forma explica a alta propagação das vendas de relíquias falsificadas. As relíquias eram cultuadas pelos cristãos desde os seus primeiros tempos. Eram objetos pessoais ou até mesmo partes do corpo de pessoas consideradas santas e de mártires que quando morriam eram (alguns ainda o são) guardadas para adoração nos relicários das igrejas. As pessoas mais abastadas, pagavam verdadeiras fortunas por essas relíquias com o pressuposto de estarem mais próximas dos santos de sua devoção, o que causou uma desenfreada “inflação” desse fraudulento comércio que vendiam, sem nenhuma garantia de autenticidade, objetos que seriam, por exemplo, desde a ossada de São Francisco de Assis, a coroa de espinhos usada por Jesus em seu calvário, ou a espada que pertencia a São Jorge.
Alguns cientistas afirmam que o famoso Sudário de Turim, que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo, seria uma dessas falsas relíquias que tanto circularam durante a Idade Média. Testes feitos no tecido no ano de 1988 usando a datação radiométrica por carbono-14, afirmaram que ele tem origem entre os séculos XIII e XIV. Há pedidos de mais testes com a relíquia para confirmar a datação da relíquia, mas até o momento o Vaticano as tem recusado.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA DE PORTUGAL EM 7 MINUTOS E 17 SEGUNDOS

Olá;
O interessante vídeo acima mostra de forma (até demais) bem compacta a história de Portugal, a primeira nação e império da era moderna que tão pouco conhecemos. A velocidade da narração somada ao sotaque estranho aos nossos ouvidos incomodam na compreensão, mas como os meus alunos não aguentariam aulas de mais de uma hora sobre o tema, fica aqui a dica...    

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

UM BREVE PERFIL HISTÓRICO DA GLOBALIZAÇÃO


Proferido em 06 de maio de 2006 no Encontro Regional da 1° Região do Estado do Rio de Janeiro da Ordem DeMolay.

EM primeiro lugar, gostaria de agradecer o convite para participar desse Encontro DeMolay, o que me deixa muito honrado e envaidecido.
(...)
Mas o que me agrada nesses convites que recebo da jovem liderança demolay é que o tema já me chega pronto e delimitado, e depois de discorrer em encontros anteriores sobre marxismo e a biografia de Jacques DeMolay, tenho agora como tema dar uma visão histórica do processo de globalização em apenas meia hora!! Antes de falar da globalização a qual estamos vivendo nos dias atuais, seria interessante aqui dizer superficialmente para todos vocês que o mundo teve varias globalizações ou vários tipos de globalização, respeitando evidentemente os seus contextos temporais.
Globalização, mundialização, “il mare nostrum”, aldeia global, império “d’álem mar” e mais alguma outra denominação que agora me foge da lembrança, foram usadas ao longo de nossa história, em particular da História Ocidental ao qual mais adiante vou justificar. Temos inicio na civilização ocidental a Grécia clássica, que era um conjunto de cidades-estado, mas que geograficamente falando não chegou a compor um império, mas que conquistou o coração e mente de Alexandre da Macedônia que forjou o seu grande reino helenístico, o qual podemos o usar como um marco da união de várias unidades político/territoriais gravitando em um pólo dominador, o qual podemos chamar de “império”.

Roma foi realmente o primeiro grande império (o maior de todos os tempos em sua abrangência geográfica), ou mundo globalizado, respeitando e muito as devidas proporções que termo merece, atingindo o seu auge entre os séculos III a.C. e IX, quando o padrão social, comercial, administrativo, jurídico, religioso e outras coisas; era de certa forma uniforme em grande parte mundo até então conhecido, ao qual abrangia Eurásia, Índia, Oriente Próximo, África do Norte e subsaarianas (em parte).

As civilizações orientais também tiveram plenas condições de construírem mundos globalizados, em especial os árabes e a China especificamente no período da decadência de Roma, mas não o fizeram. Esse tema (e em especial sobre a China) tem sido a grande moda dos grandes estudiosos da História internacionalmente, mas é possível para adiantar para vocês que fatores internos, de cunho cultural no caso chinês e religioso no caso árabe contribuíram para essa “retração”.

O mundo europeu renascentista então tomou a frente e patrocinou uma grande globalização a partir do século meados do XV, tanto geográfica com a descoberta das rotas atlânticas de navegação e das Américas, quanto econômica, através do mercantilismo. A burguesia comercial elegeu a cidade de Amsterdã a capital econômica desse novo mundo global, da mesma forma como é Nova Iorque nos dias atuais. Depois as revoluções industriais e liberais que o mundo atravessou, em particular o “mundo ocidental”, reforçou essa tendência em tornar o mundo uma coisa só.

Essas “globalizações” que o mundo passou, podemos interpretar usando as lentes da questão geográfica, onde o mundo em princípio cresceu os limites territoriais e depois foi dividido em centros, periferias e semi-periferias (ou sub-periferias) econômicas e depois em colônias e neocolônias, desembocando na tal globalização em que vivemos marcada pela diminuição das distâncias, da tentativa de desconstruir certos conceitos ideológicos que venham a estorvar o desenvolvimento econômico global dos países ricos e principalmente com o domínio das tecnologias de informação (TI), o qual eu gosto particularmente de chamar como “Terceira Revolução Industrial”.

Usando a boa, simples e rápida, porém incompleta, “teoria da relatação cronológica factual”, vamos tentar compreender um pouco como a atual globalização se desenvolveu enquanto alguns de vocês nem tinham nascido e algum de nós aqui andávamos pelas ruas da Praça Seca com camisas brancas e calças, sapatos e gravatas pretas e mochila nas costas:

- Neoliberalismo, ou, Liberalismo II, o Retorno e a Vingança!! Marcado pelas gestões de seus dois grandes sacerdotes, Ronaldo Reagan e Margareth Tatcher; que foram grandes baluartes ao lado de João Paulo II no desmonte do comunismo soviético e no leste europeu.

- A queda do muro de Berlim em 09 de novembro de 1989 que marcou o inicio do fim do comunismo. Mais ou menos ao mesmo tempo começava a invasão dos computadores pessoais (PCs) da IBM juntamente com “revolução das janelas” arquitetada por um rapaz chamado Bill Gates... A sua difusão foi a ultima pá de cal na cova do comunismo. O primeiro PC chegou ao mercado em 1981 e a primeira versão do Windows foi lançada em 1985, mas a versão inovadora desse programa que tornou o PC aquilo que nós simples mortais a conhecemos hoje em dia (a versão 3.0), veio em 22 de maio de 1990, apenas seis meses depois da queda do muro.

- Em 1991, um especialista em computação inglês chamado Tim Beners Lee inventou o primeiro site da web criado para o compartilhamento de pesquisas entre os cientistas, e com isso foram criados vários “navegadores” para que fossem recebidos esses documentos. Uma micro empresa criou um navegador tão bom que virou padrão, o Netscape. Em 09 de agosto de 1995 a Netscape abriu o seu capital na Bolsa de valores de NY e depois disso o mundo nunca mais foi o mesmo.

- Com as facilidades que o mundo cibernético propiciaram as pessoas físicas e jurídicas, o neoliberalismo iniciou um forte processo de reestruturação, ou reengenharia se quiserem em que cada se voltava ao que sabia melhor fazer. Um exemplo: Eu sei fazer camisetas demolay, mas não entendo patavina de logística, cobrança e distribuição. E não tenho tempo para ficar varrendo o chão da oficina e nem de ir na esquina pagar as contas. Ou então, na minha empresa gasto muito com faxineiros, contínuos e caminhões. A resposta aos seus problemas surgiu com apenas uma palavra: Terceirização.

- Offshoring, ou seja, as multinacionais romperam as barreiras nacionais e internacionalizaram o seu capital abrindo fábricas nos locais mais remotos do mundo aonde ele possa tirar mais vantagens fiscais e menos gastos com trabalhadores (leia-se salário, seguro e etc.). A Ásia em particular e a China em especial são os grandes exemplos de offshoring.

- No mundo globalizado as cadeias de fornecimento estão mais enxutas e rápidas. Experimente comprar nos sítios dos grandes magazines, graças às tecnologias computacionais.

Esse é um mundo cruel, louco e maravilhoso em que vivemos. Depende do ponto referencial de observação em que nos encontramos para julgarmos assim. Ela é fantástica, unem as pessoas, mas, porém é desumana e segregacionista. Apenas um pouco mais de dez por cento da população do nosso planeta se beneficiam de todos esses avanços. Alguns outros poucos aproveitam do lixo tecnológico e se acham o máximo e o restante nem sabe o que está acontecendo, e se sabe já tem consciência de se seu alijamento sabendo que a única forma de entrar no capitalismo é da forma mais perversa: a narcocriminalidade (quem viu o documentário "Falcão: meninos do tráfico" sabe do que estamos falando).

Resta a presumível nova liderança demolay que aqui se encontra e no resto do mundo com os ensinamentos das virtudes na cabeça e no também no coração tentar tornar esse movimento irreversível da globalização menos perversa e mais humana. Tentar desmistificar o dogma criado em que a exclusão social de muitos em benefícios de poucos é inevitável. Uma vez, um dos nossos amigos em uma conversa me tentou convencer sobre a natural desigualdade isso com a seguinte comparação: Que todos somos iguais, mas quando nascemos com algo parecido a uma “mão de cartas”, e nem sempre essa “mão de cartas” é boa, ou seja, precisamos para vencer na vida esforçar-mos mais do outras pessoas que nasceram com uma boa “mão de cartas”. Eu acho devemos lutar que a vida deva ser como um jogo de xadrez, onde todos devem ter as mesmas oportunidades e a partir daí quem tem mais méritos vence.

Muito obrigado pela atenção.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SACERDOTES DE CLIO (III)


Olá;
Aproveitando a "saudável ressaca" de um domingo dedicado ao esporte depois de um longuíssimo hiato, e aliado as minhas férias, estou tirando o tempo para ler os blogs dos amigos, não necessáriamente sobre História, porém ao caso me deparei com esse texto romantizado e simpático escrito certamente pela Richerly em seu blog sobre o ofício do historiador, em que me identifico em algumas partes. Por isso reproduzo aqui para vocês.

Um feliz 2011, e que continuemos a escrever belas páginas de nossas HISTÓRIAS!!

HISTORIADORES:
Historiador NÃO conta História, trás o Passado para os Dias Atuis;
Historiador NÃO julga o Tempo, distingue a Realidade dele;
Historiador NÃO faz Perguntas, da Respostas;
Historiador NÃO pensa, medita enquanto Dorme!
Historiador NÃO descobre, associa Fatos;
Historiador NÃO julga, permanece Incomum;
Historiador NÃO le, devora os Livros;
Historiador NÃO pesquisa, faz sua própria Bibliografia!
Historiador NÃO só vai ao Cinema como produz FILMES!
Historiador NÃO come, digere os Alimentos Sutilmente!
Historiador NÃO bebe, degusta!
Historiador NÃO faz SEXO, pesquisa o Corpo Humano!
Historiador NÃO AMA, aprecia o AMOR!
Historiador NÃO engana, modifica a Verdade;
Historiador NÃO escreve, monta acervos bibliográficos!
Historiador troca o DIA pela NOITE,
Historiador NÃO é guia turístico, mas te faz VIAJAR!
HISTORIADOR É PROFESSOR!
Historiador NÃO é dicionário, mas tem um siguinificado para TUDO!
Historiador NÃO monta histórias p/ serem lidas...
Historiador ESCREVE Histórias p/ serem compreendidas!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DA ÁFRICA PARA TODOS

Olá;
Na minha formação acadêmica, dediquei-me alguns anos no estudo da História do continente africano, um povo tão perto e ao mesmo tempo tão distante de nós...
Entre a bibliografia lida destacava-se a coleção "História Geral da África", publicada pela UNESCO em um ambicioso projeto que levou quase 30 anos para ser concluido, em que historiadores e demais intelectuais africanos escreveram a história de seu continente (sem os estereótipos da literatura ocidental) de forma ampla tanto na vertente cronológica quanto temática. A conhecida dificuldade de acessar essa bela obra, em especial na lingua portuguesa, foi uma barreira que persistiu por muito tempo, mas agora por tenacidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e o milagre da tecnologia, a obra completa de oito volumes pode ser acessada e copiada via download gratuitamente no sítio da UNESCO .
Em um ano em que África esteve em grande parte presente na mídia mundial devido ao campeonato mundial de futebol, é uma forma forma de continuarmos a descobrir a fantástíca e emocionante História desse continente que vai muito além do drama da escravidão e da sua diáspora .

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MÚSICA FAZENDO (A MINHA) HISTÓRIA



Olá;
Chegando finalmente o último mês do calendário letivo, uma postagem despretenciosa e meio fora do foco deste Diário Eletrônico. Trata-se de uma seleção com slides de capas de alguns cd's (e também lp's de vinil e fitas k7's) que quando ouvi, não necessariamente na primeira vez, mexeram com a minha cabeça de alguma forma e intensidade; trazendo momentos de alegria e felicidade (é possível!!) ou colocando-me para pensar, instigando a procurar novas coisas, a ter necessidade de aprender outro idioma, a prestar mais atenção na parte técnica de uma música, além da fantástica experiência do "choque cultural"... Como eu gosto de falar em aula, eu nunca mais fui o mesmo depois de ouvir determinados álbuns musicais, pois me obrigaram a dar aquele "passo a frente" rumo a minha redentora autonomia de pensar no meio de uma "indústria cultural de massa" imbecilizante que de forma arrogante dita o que escutamosnas nas mídias...
Aproveito aqui para desabafar que embora a internet abra caminhos espetaculares na construção do saber, a garotada teima em limitar seus horizontes... Não buscam o novo, o diferente, o desafiador... simplesmente não querem pensar... Digo isso porque algum desses álbuns na fase anterior a web, levei muitos anos para poder ter o prazer de ouvir e agora está tudo a um link da gente...
É lógico que para muitos ouvir esses álbuns vai ser a mesma coisa que ouvir ruídos de motores de automóveis ou de avião, não vai alterar em nada, mas deixo aqui a sugestão para quem quiser arriscar...